
29/02/2012 @ 17:58
- Moça, venha cá, sente-se aqui.- Que houve monsieur? Que me chamas com tanta urgência?
- Que há com você, menina?
- O que queres dizer, moço?
- Seu jeito…
- Que há de errado com meu jeito? O incomoda?
- Sim, me incomoda.
- Mas, por que, rapaz? O que te incomoda?
- Você, uma bela moça, sempre cabisbaixa, chorando por todos os lados. O que te aflige, oh, querida?
- Tem algo mais que queira saber? É besteira da minha parte, meu senhor!
- Não choramos por besteira, doce.
- Eu choro!
- Anda muito amarga, menina. Tome uma dose de amor, que passa.
- Não!
- Por que não, menina?
- Estou farta da mesmice!
- De que mesmice está falando, moça?
- A mesmice do amor!
- Como isso? Explique-me, está me deixando um tanto confuso, querida.
- Estou sempre amando, vendo partir e depois praticando a mesmice!
- Mesmice?
- Sim, senhor… Pratico o “desamor”. Todo amor é assim. Um dia você pratica o amor, depois o desamor. Estou farta!
- E eu, senhorita, gosto de praticar o amor em segredo, também mesmice, pois todos os dias amo aquela moça cabisbaixa… Pois eu te amo, mademoiselle.